


História
de Recife
O Recife é conhecido como a Veneza Brasileira devido a sua
semelhança com a cidade italiana. Em 1823 tornou-se cidade
e em 1827 capital de Pernambuco.
Na primeira metade do século XVII os holandeses vieram para
Recife, atraídos pelo progresso que a cultura açucareira
trazia para a capitania. A semelhança com o território
holandês facilitou a importação de tecnologia,
inclusive construções de pontes, canais, com o intuito
de conter as águas sobre o território recifense. O principal
responsável por esta transformação chegou ao
Brasil em 1637: o Príncipe Johann Mauritius van Nassau-Siegen
(Maurício de Nassau), comandante das tropas
holandesas e governador-geral da província. Encantando pelo
local, resolveu construir a Cidade Maurícia, projetada pelo
arquiteto Pieter Post, irmão do pintor Frans Post. Em 1643,
a primeira ponte foi construída, chamada de Ponte Nassau. A
ela seguiram-se outras pontes.
Maurício de Nassau, foi chamado de volta em 1644, porque a
Companhia das Índias Ocidentais estava interessada nos lucros
com as plantações de cana-de-açúcar, e
não transformar Recife em uma Metrópole. Com o retorno
de Maurício de Nassau à Holanda e a cobrança
de dívidas dos senhores de engenho por parte da Companhia das
Índias Ocidentais, a elite pernambucana decidiu expulsar os
invasores com um movimento chamado Insurreição Pernambucana.
Em 1645, tendo como líder o senhor de engenho João Fernandes
Vieira, o movimento conseguiu importantes vitórias frente aos
Holandeses, no Monte das Tabocas, na cidade de Vitória de Santo
Antão e no Engenho de Casa Forte, no bairro de Casa Forte.
Mas a vitória definitiva veio após as duas batalhas
do Morro dos Guararapes, na cidade de Jaboatão, em 1648 e 1649.
O Morro dos Guararapes hoje, é considerado o berço do
exército brasileiro. As tropas Holandesas demoraram a se retirar,
e só em 27 de janeiro de 1654 os portugueses retomaram o controle
de Recife. Essas e outras experiências fazem parte da história
política de Recife e ajudou a formar uma identidade de lutas
e resistência da cidade. A capitania de Pernambuco viveu um
período de dificuldades econômicas. Foi claro a necessidade
de reconstrução. Tal necessidade foi o marco inicial
de formação de sentimento de identidade entre os colonos
daquela época.
No século XX, Recife passa de capital da terra do açúcar
para “capital do frevo”. A palavra frevo significa, ferver,
dar a idéia de agitação. O frevo nasceu das marchas
e maxixes. Natural de Surubim, cidade do interior de Pernambuco o
grande mestre e compositor Capiba, teve presença marcante no
frevo pernambucano.