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ONU afirma Acordo mundial sobre clima só será possível com apoio da China
Josias Fidelis
Jornalista DRT- 4400



O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-Moon, disse que não será possível um acordo para o combate às mudanças climáticas sem uma liderança forte vinda da China.

"Sem a China, não vai haver sucesso em se criar um novo parâmetro para o clima global", afirmou Ban em um discurso em Pequim, nesta sexta-feira, em referência às expectativas de que se chegue a um novo pacto para substituir o Protocolo de Kyoto, durante uma reunião da ONU prevista para ocorrer no fim deste ano em Copenhague.

O secretário, no entanto, também elogiou os esforços da China até agora para promover o crescimento econômico sustentável e desenvolver fontes de energia renováveis.

"A China já se tornou um líder mundial nas tecnologias solar e eólica", afirmou. "Agora, o país pode inaugurar um novo caminho para o mundo e criar um novo caminho para a prosperidade com a energia limpa."

Energias renováveis

Segundo Yang Fuqiang, especialista em mudanças climáticas da organização ambiental WWF International, a China é o maior emissor de dióxido de carbono do mundo.

"Se o país continuar operando como está hoje, a China vai ser responsável por 25% ou mais das emissões de gás carbônico do mundo até 2030", disse o especialista à BBC.

Mas Yang reconheceu que a China já está tentando cortar suas emissões desenvolvendo fontes renováveis de energia.

O país também está melhorando sua eficiência energética, desenvolvendo energia nuclear e trabalhando de maneira a capturar e armazenar poluentes.

"A China espera fazer com que 15% de sua energia provenha de fontes renováveis até 2020", disse o especialista.

Segundo a ONU, o setor de energia renovável movimenta US$ 17 bilhões e emprega quase 1 bilhão de pessoas na China.

 




Inicia novo retorno de Zelaya a Honduras
Josias Fidelis
Jornalista DRT- 4400


 O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, saiu de Manágua, capital da Nicarágua, rumo à fronteira com o território hondurenho, onde pretende chegar.

Segundo os planos de Zelaya, anunciados na saída de Manágua, ele e uma caravana de apoiadores e alguns membros de sua família devem parar na cidade de Estelí, a 150 quilômetros da capital nicaraguense, antes de tentar atravessar a fronteira de Honduras.

"Vou voltar desarmado e pacificamente, para que Honduras retome a paz e a tranquilidade", afirmou Zelaya em uma entrevista coletiva em Manágua.

De acordo com o colaborador da BBC Mundo em Tegucigalpa Eric Lemus, o clima na capital hondurenha é de "expectativa".

"A capital passou sem manifestações massivas ou piquetes nos arredores", afirmouLemus.

Essa será a segunda tentativa de Zelaya de voltar a Honduras. No dia 5 de julho, uma semana após sua deposição, ele tentou entrar no país, mas seu avião foi proibido de aterrissar em solo hondurenho.

Acordo

O presidente da Costa Rica, Oscar Arias, principal mediador da crise política em Honduras, entregou uma nova proposta ao governo interino, liderado por Roberto Michelletti, e aos representantes de Zelaya.

Pelo plano, batizado de "Acordo de San José", em referência à capital costarriquenha, Zelaya voltaria à Presidência na sexta-feira, mas não teria poderes de alterar a constituição do país.

Além disso, o plano prevê ainda a formação de um governo de coalizão e a criação de um comitê que monitoraria o cumprimento do acordo.

Uma fonte do governo interino confirmou o recebimento da proposta à BBC Mundo e afirmou que “o documento será lido com cuidado”.

Apesar disso, o ministro das Relações Exteriores do governo interino de Honduras, Carlos Lopez, já havia afirmado, na quarta-feira, que não há chance de Zelaya voltar à Presidência.

“Essa hipótese de um possível retorno de Zelaya à Presidência está fora de cogitação”, disse Lopez em Tegucigalpa.

A delegação que representa o presidente deposto nas negociações mediadas pela Costa Rica declarou como "fracassada" a proposta apresentada por Arias para tentar resolver a crise política no país.

"O (documento que foi batizado de) Acordo de San José fracassou por causa da intransigência do regime golpista", disse Rixi Moncada, representante de Zelaya, na noite de quarta-feira, na capital costarriquenha.

Zelaya foi deposto e expulso de Honduras no último dia 28 de junho. Uma tentativa de retornar ao país no início de julho fracassou depois que as autoridades bloquearam a pista de pouso do aeroporto de Tegucigalpa.

A crise política eclodiu depois que Zelaya tentou fazer uma consulta pública para perguntar se os hondurenhos apoiavam suas medidas para mudar a Constituição.

A oposição era contra a proposta de Zelaya de acabar com o atual limite de apenas um mandato por presidente, o que poderia abrir caminho para uma reeleição do atual presidente deposto.

Direitos Humanos

Uma missão internacional de observação sobre a situação dos direitos humanos em Honduras revelou, “a perplexidade pela atitude em apoio ao golpe de Estado mantida por alta hierarquia católica e representantes de algumas igrejas evangélicas”.

A missão, formada por organizações europeias e da América Latina, denunciou a morte de pelo menos cinco pessoas, o desaparecimento forçado e a vulnerabilidade da integridade das pessoas opostas ao governo presidido por Roberto Michelletti.

Enrique Santiago, representante da Federação de Associações de Defesa e Promoção de Direitos Humanos da Espanha, disse à BBC Mundo que “muitos meios de comunicação apresentaram uma posição antidemocrática, com uma violação completa de todos os códigos de ética”.

Martin Wolper, que integra a missão humanitária, pediu que a comunidade internacional “endureça as medidas contra o regime golpista”.











Médico de Michael Jackson é alvo de investigação de homicídio
Josias Fidelis
Jornalista DRT- 4400



O médico particular de Michael Jackson, Conrad Murray, foi identificado como alvo de uma investigação de um possível homicídio involuntário sobre a morte do cantor, de acordo com documentos judiciais registrados nesta quinta-feira e citados pelo jornal americano Los Angeles Times.

Agentes da DEA (a agência antidrogas americana) realizaram uma operação de buscas na clínica de Murray, em Houston, no Texas.

Murray estava na casa do cantor e tentou ressuscitá-lo antes da morte de Jackson, no dia 25 de junho.

Segundo o LA Times, entre os objetos recolhidos pelos agentes clínica de Murray e em um depósito alugado pelo médico estariam dois discos rígidos, computadores, cartas e e-mails de ex-empregados e documentos relacionados com a prática da medicina.

Os agentes teriam recolhido ainda 27 comprimidos de um medicamento para emagrecimento e um tablete de relaxante muscular.

O jornal cita o mandado de busca e apreensão, aprovado por um juiz no Texas, segundo o qual as autoridades estariam procurando “objetos que constituam prova de ofensa de homicídio que possam a mostrar que o Dr. Conrad Murray cometeu uma ofensa criminal”.

Clique Leia na BBC Brasil: Clínica do médico de Michael Jackson é vasculhada

Investigação

O advogado de Murray, Edward Chernoff, já havia afirmado que seu cliente estava ajudando na investigação da polícia.

Chernoff disse que os investigadores pediram mais registros médicos além dos que já tinham sido fornecidos por Murray.

"O legista quer esclarecer a causa da morte; nós também temos este objetivo", afirmou Chernoff em uma declaração divulgada na página de seu escritório de advocacia na internet na terça-feira.

Poucos dias depois da morte de Michael Jackson, Chernoff negou que Murray tivesse dado analgésicos que poderiam ter contribuído para a morte do cantor.

O advogado acrescentou que qualquer medicamento que possa ter sido dado a Jackson foi apenas para tratar um problema de saúde específico.

Ele afirmou que o cantor ainda tinha pulso, fraco, e estava quente quando Murray o encontrou na cama.

"Ele tinha acabado de encontrá-lo na cama e ele não estava respirando", disse Chernoff a respeito de seu cliente.

Os paramédicos foram chamados até a mansão de Michael Jackson em Los Angeles enquanto Murray fazia massagem cardíaca, de acordo com uma gravação de uma ligação telefônica para o serviço de emergência.


Número de casos de gripe suína volta a aumentar no México

 

A epidemia de gripe suína voltou a registrar aumento do número de vítimas na região sudeste do México, onde o Ministério da Saúde registrou 5.318 casos da doença e a morte de 23 pessoas.

O novo aumento do número de casos provocou uma nova polêmica já que o governo de Chiapas, o Estado mais pobre do México, acusou o governo central mexicano de limitar o apoio para conter a epidemia na região.

O governo regional também rejeitou os dados que apontam Chiapas como o Estado com mais pessoas infectadas pela gripe suína.

"Chiapas é o primeiro lugar em diagnóstico e registro de casos, não em enfermos reais", informou o governo do Estado para a imprensa local.

"O importante é tratar os casos para que as pessoas não morram, e conter o problema porque, senão, (a gripe) volta para todo o país", respondeu o ministro da Saúde, José Ángel Córdoba.

O Ministério informou que do total de casos detectados, 2.205 foram registrados em Chiapas, onde também morreram 15 pessoas devido á doença. Outras oito pessoas morreram no Estado vizinho, Yucatán.

Estas são os primeiros casos fatais mortes registrados desde o fim da emergência sanitária, decretada no final de maio. Eles se somam às 125 mortes ocorridas em todo o México desde o início da epidemia.

Mais mortes

A Organização Mundial de Saúde (OMS) informou que mais de 700 pessoas no mundo todo já morreram desde o início da epidemia de gripe suína há quatro meses.

O novo número representa um salto de pelo menos 66% em comparação à ultima estatística oficial divulgada no dia 6 de julho, de 429 mortes.

Em todo o mundo, cerca de 125 mil casos já foram confirmados em análises de laboratório, mas o número real de casos pode exceder esta estatística.

Margareth Chan, diretora-geral da OMS, afirmou que a gripe suína vai se transformar na maior pandemia de gripe já vista.

Nas pandemias anteriores os vírus da gripe precisavam de mais de seis meses para se espalhar e alcançar países tão distantes como o novo H1N1 vem alcançando em menos de seis semanas.

No entanto, a maioria dos casos tem apresentado sintomas mais leves. A grande maioria dos pacientes geralmente se recupera sem precisar de tratamento médico, uma semana depois de ficar doente.

Pobreza

No México, para evitar que o vírus volte a se espalhar, o Ministério da Saúde enviou equipes médicas para as cidades e comunidades rurais de Chiapas e estabeleceu um cerco epidemiológico nos Estados vizinhos para impedir o contágio.

Nos hospitais públicos de Chiapas foram criadas áreas especiais para isolar os infectados pela gripe suína e, em alguns casos, as cirurgias foram restritas apenas a casos de urgência.


 

 

 


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